Em 2025, a conversa sobre marketing foi monopolizada pela inteligência artificial. Não era exagero: pesquisas apontam que 73% dos consumidores já usam IA nas compras. No Brasil, segundo estudo recente, mais de 58% das pessoas já percebem a IA nas interações digitais. Do lado dos profissionais, três em cada quatro profissionais de marketing já usam IA no seu dia a dia.
No entanto, é hora de olhar além dos algoritmos e enxergar tendências que vão transformar 2026. Vimos, na prática, que há três movimentos tão impactantes quanto a IA – e negligenciá-los pode custar caro.
O funil está morto: padrões fractais, não etapas lineares
Durante décadas, o modelo do funil de marketing serviu como uma narrativa confortável. A lógica era previsível: atrair, engajar, converter, reter. Fácil de ensinar, bonito nos slides. Mas, honestamente? Nunca foi fiel ao que realmente acontece. O funil não está mudando, ele se tornou obsoleto. Hoje, consumidores alternam entre canais, abandonam carrinhos e voltam dias depois, pulam fases consideradas “essenciais” e interagem fora de qualquer ordem padronizada.
O comportamento do cliente virou um fractal: é caótico, imprevisível, e se repete em ciclos dentro de ciclos.
Os dados não mentem. Quando analisamos jornadas reais de compra, vemos padrões que se repetem em pequenas e grandes escalas: um clique pode levar ao compartilhamento, que vira desengajamento, só para ser retomado semanas depois com uma compra influenciada por uma avaliação ou um vídeo. Não existe uma ordem fixa –cada ponto de contato é parte de um ciclo contínuo e irregular.

As consequências são pesadas:
- Orçamentos vão para canais por pura tradição, não por sua influência real na decisão.
- Mensagens ficam presas em “etapas” artificiais, ignorando o momento de consumo.
- Quem consegue identificar padrões fractais com IA descobre pontos de influência antes dos outros.
Por causa disso, acreditamos: ficar preso ao funil é desperdiçar potencial. O futuro pertence a quem reconhece padrões em vez de desenhar setas em apresentações. São esses profissionais que constroem ecossistemas que se adaptam junto com o consumidor, ajustando-se em tempo real ao caos do mercado.
Stack inútil: quando a plataforma engole a estratégia
Toda equipe de marketing já passou pela “apresentação do stack”: aquele gráfico cheio de logos, com integrações entre plataformas. Parece perfeito. Organizado. Mas, como aprendemos com dezenas de clientes na SprintHub, um stack não é uma estratégia. Nem nunca foi. Quando o negócio gira ao redor da ferramenta, a equipe perde autonomia. E aí, mais cedo ou mais tarde, é a tecnologia que decide como a marca conversa e como a experiência é entregue.
Muitos ainda escolhem canais e formatos pelo que o stack permite – não pelo que o cliente precisa. Isso até era aceitável quando mudar de plataforma era demorado, caro e penoso. Só que, com a chegada da composability, esse cenário mudou para sempre.
Composability é a capacidade de montar soluções por módulos, adaptando cada pedaço à necessidade real do negócio. Se precisa personalizar o atendimento, basta buscar um módulo específico. Se for preciso integrar dados de diferentes áreas, adiciona-se outra camada. Se amanhã surgir algo melhor, é possível trocar sem derrubar todo o sistema.

Na prática, isso devolve o controle para o marketing. Se cada mudança de fornecedor afeta toda a estratégia, então nunca houve estratégia – só dependência. Os líderes de 2026 vão entender: o stack é só infraestrutura. O diferencial está em como resolvemos problemas, projetamos experiências e geramos lealdade. Não no diagrama da plataforma.
Nós, da SprintHub, transformamos essa visão em prática, entregando uma solução única e componível, que cresce conforme o ritmo dos nossos clientes. Para quem sente que o stack vem ditando as próximas campanhas, talvez seja hora de repensar totalmente seu design, como já debatemos em tópicos como integração e automação inteligentes.
Demografia esgotada: do “rótulo fácil” ao comportamento real e individual
“Millennials”, “geração Z”, “pais de primeira viagem”, “ninho vazio”. São expressões repetidas à exaustão em briefings e planejamentos. O problema é simples: demografia só reduz clientes a médias, mas ninguém pensa ou age como uma média. O que vivemos em sala de reunião não reflete o que acontece lá fora.
A realidade: pessoas mudam de comportamento conforme o contexto. A mesma pessoa pode agir como um influenciador numa rede, mas buscar anonimato em outra. Pode imitar outro grupo totalmente distinto, dependendo do momento. Rótulos perdem poder quando a jornada é caótica e fragmentada.
Em vez de insistir nas classificações, sugerimos três mudanças bem práticas:
- Captar sinais de comportamento, intenção e frequência, deixando de lado apenas dados estáticos como idade, ou CEP.
- Construir capacidade analítica real, capaz de organizar e transformar dados em insights acionáveis e não apenas dashboards de aparência bonita.
- Desenhar experiências verdadeiramente personalizadas, agindo conforme as ações individuais, e não baseando tudo em perguntas genéricas do tipo “o que os millennials querem?”.
Muitas empresas conhecem a idade e o endereço dos clientes, mas não conseguem prever o próximo passo – se vão continuar comprando ou se vão abandonar a marca. Nossa visão, consolidada ao longo de anos de parceria com agências, consultorias, softwares e equipes na Europa, é que a personalização por comportamento é quem lidera a conversa. Demografia não morre por ser inútil, mas por ser um atalho preguiçoso. Vale mais investir em entender o “porquê” de cada ação.
Inclusive, estudos recentes mostram: mais da metade dos consumidores confia mais em marcas com conteúdo humano. Em um cenário de automação, o toque individual passa a valer muito mais.
Conclusão
Não resta dúvida: a IA continuará no centro dos holofotes. Mas o que fará diferença real serão as marcas que treinam o olhar para padrões não lineares, recuperam o controle da estratégia frente às ferramentas e tratam clientes como pessoas singulares, não como médias genéricas.
As experiências vividas ao longo de duas décadas em projetos de marketing digital, agências, produtos SaaS, startups e hubs de inovação no Reino Unido mostram que adaptação, empatia e visão de processo são os grandes diferenciais para 2026. Na SprintHub, acreditamos e praticamos essa transformação diariamente ao lado dos nossos clientes.
Se seu negócio quer crescer com estratégias que refletem o comportamento real, adaptáveis e integradas de verdade, conheça mais sobre as soluções da SprintHub e transforme sua visão – do funil morto para o futuro adaptativo. Descubra como podemos ajudar a unificar todas as etapas da sua operação em uma plataforma com automação de marketing real, visão fractal de comportamento e composability.
Perguntas frequentes
O que é funil morto?
Funil morto refere-se ao conceito de que o modelo tradicional do funil de marketing se tornou obsoleto. Hoje, o comportamento do consumidor é caótico e fragmentado, seguindo ciclos repetitivos e imprevisíveis, onde não existe mais uma sequência linear de etapas como atração, consideração e compra. O funil sobrevive apenas como uma simplificação, que não reflete a realidade.
Como identificar um stack inútil?
Um stack se torna inútil quando a equipe de marketing trabalha em função das limitações da ferramenta, não da estratégia. Isso acontece quando escolhas de canais, formatos e até o ritmo da comunicação são definidos pelo que o stack permite, e não pelas necessidades dos clientes. Se pequenas mudanças exigem grandes reestruturações ou afetam toda a estratégia, é sinal claro de dependência tecnológica e stack ultrapassado.
Quais são as tendências para 2026?
As três grandes tendências para 2026 são o fim do funil tradicional, a modularização do stack de tecnologia com composability, e a priorização de dados comportamentais ao invés da demografia. Essas mudanças desafiam as certezas antigas e premiam negócios flexíveis, ágeis e atentos ao comportamento real do consumidor.
Vale a pena atualizar meu stack?
Sim, desde que a atualização tenha como base as necessidades reais da estratégia da empresa, e não apenas pela novidade da tecnologia. Com composability, é possível evoluir a operação por módulos, trocando partes sem reconstruir tudo, ampliando capacidade e adaptando-se às mudanças com rapidez.
Como preparar minha empresa para 2026?
Recomendamos mapear padrões reais de comportamento dos clientes, buscar stacks mais flexíveis e adaptáveis, abandonar a dependência de rótulos demográficos, investir em capacidade analítica e focar na construção de jornadas personalizadas e integradas. Para isso, soluções como as da SprintHub são exemplos práticos de como centralizar dados e personalizar operações.